11 de novembro de 2012

CICLISMO - DICAS PARA PEDALAR



Ilhéus - BA
: Dicas de Trânsito

Assim como motoristas e pedestres, os ciclistas também devem respeitar as leis de rânsito. Leia nossas dicas abaixo e veja como pedalar com responsabilidade.

:: Dicas de segurança

Nossas atitudes podem tornar as ruas mais seguras e agradáveis. Para começar, nunca faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você!

Pedale com confiança, melhore a forma e a sua habilidade de manejar a bicicleta com estas dicas.

- Mantenha-se à direita
- Use o bom senso ao andar lado a lado com alguém
- Não force os carros a ultrapassá-lo sem necessidade
- Respeite os motoristas
- Evite ruas movimentadas
- Faça-se visível, nas atitudes e roupas
- Não responda a atitudes provocativas
- Seja educado
- Obedeça às Leis de Trânsito

:: Condições adversas

São aquelas que fogem do normal e sobre as quais nem sempre temos controle. Nesses momentos, o melhor é redobrar cuidado e atenção e diminuir a velocidade.

Da via
Procure identificar o traçado da via, seu estado de conservação, tipo de pavimentação e outras características.
Quando pedalar em superfícies irregulares ou escorregadias, por exemplo, mantenha-se ligeiramente fora do banco, apoiado nas pedaleiras. Isso lhe dará mais equilíbrio.

Do tempo
Frio, vento, chuva e neblina diminuem a capacidade visual e auditiva do ciclista, assim como a visibilidade dos outros condutores. Essa soma de fatores pode deixar as vias escorregadias, tornando necessária uma maior distância de frenagem.
À noite é fundamental não apenas ver e ouvir, mas também mostrar-se para os outros.
Nunca deixe de usar os equipamentos recomendados.

Do ciclista
O condutor deve estar em plenas condições físicas, mentais e psicológicas.
Caso vá cobrir longas distâncias, faça intervalos com freqüência e alimente-se adequadamente.

Animais
A maioria dos cães que seguem as bicicletas gostam de brincar com as rodas e os pedais que se movimentam. Por outro lado, alguns cães são hostis. Tome cuidado para não desviar a atenção à frente, pois a preocupação com o animal pode provocar um choque.

Se possível, não desça da bicicleta. Não pule nem espante o cão. Se for necessário desça da bicicleta do lado oposto ao cão, mantendo-a entre ele e você. Espere ele ir embora e não tente remontar sua bicicleta até ter certeza de que tudo está bem. Ande em marcha lenta se perceber que há outros cães nas redondezas.

À noite
- Ao trafegar à noite seja cuidadoso. Guie na defensiva, devagar, para permitir um tempo de reação extra, e conduza em vias conhecidas para evitar imprevistos;
- À noite é fundamental, para o ciclista, não apenas ver e ouvir, mas também ser visto pelos condutores de outros veículos;
- Nunca deixe de usar os equipamentos de segurança recomendados, tanto os da bicicleta (farol dianteiro com luz branca e refletor traseiro vermelho), quanto os do ciclista (capacete com fitas refletivas e roupas claras, que permitam uma maior visibilidade);
- Se a bicicleta não possuir equipamentos de segurança, não deve ser utilizada à noite.
- A intensidade da luz natural ou artificial, em dado momento, pode afetar a capacidade do condutor de ver ou de ser visto. Pode haver luz demais, provocando ofuscamento, ou de menos, causando penumbra.
- Ao perceber farol alto em sentido contrário, pisque rapidamente os faróis para advertir o condutor que vem em sua direção. Caso a situação persista, volte a visão para o acostamento do lado direito ao cruzar com ele.
- Proteja seus olhos da incidência direta da luz solar. Para isso, use óculos escuros ou uma viseira de capacete especial, que filtre luminosidade.
- 0s problemas de luminosidade são mais comuns nas primeiras horas da manhã ou à tarde. Se possível, evite trafegar nesses horários. Se tiver mesmo que pedalar nesse período, redobre a sua atenção. Como sempre, os faróis devem estar acesos.

:: Inspeção e manutenção

Uma inspeção diária antes de pedalar e uma manutenção regular da bicicleta reduzem a possibilidade de quedas e acidentes.

Algumas dicas:

Selim: verifique se está bem fixado no quadro.

Freios: verifique o grau de pressão da sapata sobre o aro; pode estar gasta, solta ou desalinhada. Troque-a ou aperte-a, verificando o alinhamento. Os cabos e partes móveis do freio devem ser lubrificados com óleo e os cabos do câmbio não devem estar desfiando. Não reaperte sistematicamente os cabos de aço no mesmo local, sempre que for feita nova regulagem dos câmbios e freios. Com o tempo, estes cabos podem se romper, causando danos sérios ao usuário. Por isso, troque os cabos que começarem a se desfiar.

Pedais: verifique se estão bem apertados.

Pneus: se estiverem excessivamente duros, podem provocar desconforto e derrapagens. Calibragem muito baixa aumenta o desgaste da roda e o risco de acidentes. Mantenha-os em bom estado, com a pressão recomendada pelo fabricante.

Rodas: devem estar centradas; do contrário, reduzem a eficiência do freio e podem levar à queda. Evite amassar o aro; é que a roda pode travar na frenagem e haverá desgaste excessivo do pneu na mesma área.

Raios: o aperto dos raios é muito importante para manter as rodas centradas.

Transmissão: verifique possíveis folgas no movimento central, um dos componentes da transmissão. Para limpar a corrente e o câmbio, use um pano com querosene e, em seguida, um pano seco. Lubrifique com óleo, nunca com graxa – ela retém resíduos e poeira. Para uma maior conservação do câmbio, corrente, roda livre e conduítes de freio e câmbio, lubrifique-os a cada 3 meses com óleo lubrificante específico para bicicletas.
Na corrente passe uma fina camada de óleo que penetre nos elos. Na roda livre, no movimento central e movimento de direção é interessante que se use, ao invés do óleo, uma graxa que evite o desgaste dos rolamentos. É de extrema importância que seus rolamentos não fiquem endurecidos pela falta de graxa ou óleo lubrificante. Para isso, estes precisam ser periodicamente abertos e engraxados.

Guidão e Suporte: mantenha o guidão ajustado e apertado. O seu suporte deve estar colocado corretamente, pois carrega parte do peso do corpo.

Limpeza: use um pano úmido, detergente ou sabão neutro e água corrente. Evite jogar água nas partes que possuem rolamento. Após a limpeza, você deverá tomar alguns cuidados, colocando graxa e óleo nos locais indicados:

Graxa: roda livre, caixa de centro, eixo do pedal, caixa de direção, eixo do cubo.

Óleo: caixa do câmbio, rodelas do câmbio traseiro, corrente, articulação do câmbio dianteiro, articulações dos freios, cabos do freio.


:: Como evitar acidentes

Ciclista x objeto fixo
- Esteja atento aos galhos e placas baixas em relação à via, rampas e irregularidades do pavimento, difíceis de serem visualizados à noite.
Ciclista x pedestre
- Movimentos imprevistos com crianças: fique atento se houver crianças brincando no seu caminho, pois, mesmo vendo a bicicleta, elas poderão atravessar repentinamente.
- Lembre-se de que crianças pequenas não têm capacidade de avaliar a velocidade de aproximação de um veículo.
- Em algumas áreas, é permitido circular de bicicleta nas calçadas. Se você o fizer, esteja atento para os pedestres que poderão assustar-se e se colocar à sua frente.
Quando ultrapassar pedestres ou outros ciclistas, faça-se notar por buzina ou por grito. Ultrapasse vagarosamente.
Ciclista x veículos
- Planeje sua rota de tal forma que possa pedalar evitando vias de grande movimento, veículos pesados e nunca se segure em outros veículos; procure vias com melhores condições de piso e estacionamentos de bicicletas.
- Ande no mesmo sentido do tráfego, nunca contra ele. Desta forma, os motoristas poderão vê-lo a uma distância suficiente que lhes permita desviar de você. Fica impossível aos motoristas evitar ciclistas que aparecem repentinamente.
- Quando em grupo, circule um atrás do outro (nunca bicicleta ao lado de bicicleta). Para conversar, o melhor é parar a bicicleta com segurança.
- Estando ao lado de um veículo, mantenha uma distância de aproximadamente 70cm. Caso o ciclista esteja pedalando paralelamente à guia da calçada, manter distância de 50cm.
- Mantenha-se atento às portas de veículos que poderão abrir-se subitamente à sua frente. Você poderá prever quando a porta do carro irá abrir, observando o motorista pelo vidro traseiro do veículo ou pelo espelho lateral. Se parecer que o motorista está prestes a sair do veículo, diminua a marcha e se faça visível acionando sua buzina ou até mesmo gritando. Se tiver que desviar para evitar um acidente, não entre repentinamente no tráfego. Outro meio de prever quando uma porta vai se abrir é observar os seguintes sinais: carros parados com motor funcionando, faróis traseiros acesos, luzes de freio ou piscas funcionando.
- Sempre que estiver circulando junto ao tráfego motorizado, fique de olho em você e nos outros. A visibilidade dos veículos de pequeno porte é bem menor do que os de grande porte. Desta forma, cabe ao ciclista tornar-se visível. Não mude de direção sem antes ter certeza de estar sendo visto.
- Se vier da calçada, comece andando ao lado da bicicleta para depois montá-la. Se vier de uma pista própria para bicicleta, diminua a velocidade e olhe para os dois lados antes de entrar. Espere o cruzamento ficar livre de veículos e pedestres. Comece a pedalar vagarosamente, olhando para ambos os lados antes de ir adiante. Lembre-se de que você deve esperar o verde em um cruzamento com semáforo.
- Observe pelos retrovisores e com uma leve virada de cabeça a posição e a velocidade dos outros veículos.
- Sinalize a intenção de manobra sempre com antecedência.
- Realize a manobra, quando não houver perigo, no menor espaço de tempo possível; se não houver condição para realizar a manobra, esperar o tempo necessário para fazê–la com segurança.
- A mudança no sentido de direção é uma manobra que apresenta riscos. Portanto, ao
fazê-la, esteja atento: não a realize em locais sem visibilidade, dentro de túneis, próximo a pontes, etc.
- Ao fazer uma conversão, mantenha-se sempre à direita; não existindo sinalização, a preferência é sempre do outro veículo; quando existir sinalização, o ciclista deverá obedecer às regras existentes.
- Ao fazer uma conversão ou em um cruzamento, siga os veículos à sua frente.
- Há dois métodos para se fazer uma conversão à esquerda, em um cruzamento. Se for no tráfego pesado, ande ao lado da bicicleta através do cruzamento como se fosse pedestre. Se o tráfego for leve e sua bicicleta puder ser visualizada mais facilmente ou se você já for experiente, faça a conversão normalmente vindo do centro ou da esquerda.
- Nunca ultrapasse um veículo pela direita porque é difícil para o motorista visualizá-lo (ponto cego).
:: Equipamentos de segurança

Tanto o ciclista quanto a bicicleta contam com recursos específicos para aumentar a segurança durante o trajeto e possibilitar um percurso tranqüilo:

Do ciclista
- Capacete;
- Óculos;
- Luvas;
- Fitas refletivas;
- Presilhas.

Da bicicleta
- Espelhos retrovisores (lado esquerdo do guidão);
- Refletores traseiros (vermelho, posicionado no canote do selim);
- Refletores de pedais;
- Par de refletores para montagem nos raios das rodas;
- Refletor para guidão (branco);
- Farol dianteiro;
- Buzina ou campainha (lado direito do guidão).

Alguns equipamentos de segurança são essenciais e devem ser escolhidos de acordo com a necessidade do ciclista. Conheça mais sobre eles.
Capacete
Mesmo em baixa velocidade, a cabeça do ciclista pode se chocar com objetos sólidos. O uso do capacete evita ferimentos mais sérios nos acidentes. Um bom capacete deve ser de material de cobertura resistente, com intermeio capaz de absorver os choques e espaço suficiente para permitir o arejamento. Modelos que cobrem completamente a parte posterior de sua cabeça previnem contra fratura na base do crânio, sua audição e visão.

Materiais refletivos
Fitas refletivas fixadas no guidão, quadro, pára-lamas e roupas
permitem que os motoristas visualizem ciclistas em ruas escuras. É recomendável vestir roupas brancas, cores claras ou vestimenta de segurança laranja - fosforescente, facilmente visível.

Refletores para a bicicleta
A bicicleta deve ter refletores afixados nos raios da roda, que auxiliam na visibilidade noturna. Na frente: branco; atrás: vermelho; pedais: branco; raios dianteiros: branco; raios traseiros: vermelho (estes, se ajustados corretamente, não interferirão no movimento das rodas).

Presilhas ou biqueiras
Com prática, esse acessório permite ao ciclista empurrar e puxar os pedais, a fim de aumentar a potência de bicicleta. Também impedem que os pés escorreguem ou enrosquem-se nos raios da roda.
Espelhos
A bicicleta pode fazer um movimento brusco para os lados quando o ciclista virar a cabeça para trás para ver o tráfego. Um espelho retrovisor poderá ajudá-lo a visualizar o tráfego sem precisar virar a cabeça. Um bom espelho é o convexo (usado em motocicletas) e colocados nas laterais do guidão.

Buzina ou campainha
Uma campainha pode ser ouvida a até 30m além da bicicleta. Não se esqueça de que um grito bem alto também ajuda. Apitos e sirenes não são permitidos.

Bagageiros
O bagageiro deve ser usado na traseira da bicicleta porque é mais estável do que os montados na frente do guidão.

Descanso lateral

Para estacionar a bicicleta use o descanso lateral. Nunca deixe a bicicleta caída, o que pode afetar o câmbio, rodas, breque e quadro. As bicicletas também podem ser apoiadas em árvores, postes ou outros suportes. Não bloqueie as calçadas




15 de março de 2012

DICAS DE AVENTURA - Escalada Indoor

A ESCALADA COMO PRÁTICA DESPORTIVA
1. Objetivos: Divulgar a Escalada Esportiva Indoor como prática desportiva situando-a como uma das modalidades do alpinismo e meio de ingresso ao mundo excursionista .

2. Apresentação

2.1 Excursionismo
O excursionismo engloba toda uma gama de atividades realizadas junto a natureza, como por exemplo, o alpinismo, o trekking (caminhada), rafting (descida de rios em botes infláveis), o canyoning (descidas de quedas d’água com o uso de equipamentos para técnicas verticais), a espeleologia (exploração de cavernas), etc. Envolve um profundo conhecimento e respeito pela flora, fauna e clima das regiões visitadas bem como pela cultura e costumes da população local.
Em uma excursão típica, normalmente estão relacionadas mais de uma dessas atividades, por exemplo, uma expedição alpina envolve normalmente trekking, camping e alpinismo.

2.2 Alpinismo
A necessidade de transpor obstáculos, de buscar um melhor ponto de observação ou de defesa, tornava a escalada de montanhas uma atividade importante desde tempos remotos. Apesar disso, o alpinismo, montanhismo, como finalidade em si mesmo, tem sua origem atribuída à conquista do Mont Blanc, em 1859 , nos Alpes europeus.
De lá pra cá, o esporte aperfeiçoou-se com a adoção de novas técnicas, materiais e equipamentos tornando-se mais segura acessível e, finalmente, subdividindo-se em suas varias vertentes.

2.2.1 Modalidades

• Alta montanha: refere-se à escalada dos altos picos nevados como o monte Everest, o K2 e o Aconcágua. Requer um preparo físico e psicológico intenso assim como logística, estrategia e sorte. Conhecimentos técnicos apurados de escalada em gelo e rocha, bem como métodos de sobrevivência e resgates são essenciais. 
Existe controvérsia a respeito do termo correto a ser empregado, uma vez que, em tese, a palavra alpinismo estaria ligada apenas ao montanhismo alpino. Porém, emprega-se o termo, extrapolando além das fronteiras geográficas.



• Gelo/Neve: um escalador pode se especializar em técnicas de escalada em gelo para galgar blocos de gelo, cascatas congeladas e bancos de neve que requerem equipamento e conhecimento específicos, diferentes da escalada em rocha;
 

• Rocha estilo Big Wall: é a escalada das grandes paredes rochosas com mais de 300m de altura e que requerem mais de dois dias de escalada. Necessita de uma técnica extremamente apurada de escalada móvel e em artificial, onde, as vezes , erros não podem ser cometidos;
 

• Escalada Móvel e livre: nessas modalidades, utiliza-se apenas a rocha como meio para se progredir. Na escalada móvel, as proteções são colocadas na rocha pelo escalador durante sua ascensão e depois retiradas; enquanto que na escalada livre os pontos de proteção já encontraram-se fixados ;
 

• Boulder: é a escalada solo feita em blocos de pedras de no máximo 5 ou 6 m de altura. Normalmente, busca-se problemas com elevado grau de dificuldade próximos ao chão .
 

• Escalada Esportiva Indoor: nesta modalidade , escala-se em muros da escalada aonde agarras pré-fabricadas estão fixadas .

No Brasil, o alpinismo é um esporte que vem crescendo e se solidificando a cada dia, apesar de não existir nenhuma cadeia de altas montanhas em nosso território, ele é rico em formações rochosas que propiciam o desenvolvimento da escalada em rocha. Paralelamente, aparecendo como uma opção de esporte tipicamente urbano, proliferam as paredes de alpinismo onde pratica-se a modalidade de escalada esportiva Indoor.

2.3 Risco envolvido
O alpinismo carrega consigo uma áurea de aventuras e perigo. Entretanto, apesar do charme que esta imagem lhe confere, é a mitificação do risco que se apresenta como grande obstáculo para o crescimento do esporte. Grande parte do temor associado ao alpinismo é decorrente da exposição ao perigo que suas modalidades mais divulgadas apresentam.
Assim, de fato, a escalada em alta montanha, gelo/neve e estilo big-wall existe um nível de preparo físico, psicológico e técnico atingidos apenas após anos de experiência e intenso treinamento.
Ainda assim, os escaladores ficam sujeitos a imprevistos como tempestades, avalanches, desmoronamentos erros humanos, etc ...

Na escalada móvel é livre, o escalador utiliza apenas a rocha como ponto de apoio para progredir. Na escalada em artificial, o escalador fixa pontos de apoio na rocha.
Solo: consiste na escalada sem a utilização de nenhum equipamento. A escalada solo em prédios e rochas de grande altura não é considerado como modalidade do alpinismo.
 


2.4 A escalada esportiva indoor
Essa modalidade originou-se na extinta União Soviética sendo empregada durante o inverno como forma de condicionamento físico e técnico para a escalada em rocha. Nos anos 80, ganhou o mundo estabelecendo-se como modalidade própria e competitiva. Entre os países de destaque estão: França, Itália , Espanha, Estados Unidos entre outros.
A escalada esportiva Indoor é praticada em duplas: enquanto um escala o outro assiste fornecendo segurança (liberando ou esticando a corda, a medida que o parceiro escala). Observar que, nesse caso, todo equipamento de segurança é empregado apenas como proteção em casos de queda do escalador, e esse deve progredir apenas por seus próprios meios.
A escalada esportiva Indoor é considerada a modalidade mais segura, e (por isso) recomendada para os iniciantes, porque:

a- Minimiza-se a altura de queda para alguns centímetros, graças a adoção do Top-Rope (a corda já encontra-se passada no ponto mais alto da via de escalada (tal qual uma talha) e é recolhida a medida que o escalador sobe).
b- Minimiza-se o erro humano na segurança com o uso de freios autoblocantes (
os freios tem a função de reter o movimento da corda, impedindo que o escalador caia. Os autoblocantes travam-se automaticamente em caso de queda).
c- Todo equipamento e ancoragem são solicitados muito abaixo de seu limite especificado e pode-se constantemente serem checados.
d- O sistema de ancoragem é duplo.
e- Existe a monitoração constante de escaladores mais experientes.
f- Não há imprevistos com o clima.



3 A escalada como esporte.

3.1 Características
A escalada indoor é um esporte que requer doses balanceadas de força, alongamento, explosão, resistência assim como técnica, leitura (é a qualidade que um escalador deve ter a fim de antever os movimentos necessários na escalada de uma rota) e precisão nos movimentos.
Fisicamente, a escalada envolve esforços para vencer o próprio peso do corpo, existindo uma relação peso/potencia 
adequada, aonde o indivíduo não é nem muito pesado nem muito fraco, para obter sucessos nas vias de maior nível técnico. Apesar de exigir indivíduos fisicamente saudáveis, sua prática todavia não requer um biótipo específico e, na realidade, observa-se que as pessoas de constituições físicas diferentes, acabam desenvolvendo estilos únicos adaptados ao seu peso, estatura, força, alongamento, etc. Todos porém, podendo escalar com igual sucesso os mais diferentes tipos de vias.
Um escalador deve ter também perseverança e determinação que beiram a teimosia. Como não existem receitas para escalar, e cada indivíduo deve encontrar o seu próprio estilo, a única solução é tentar e tentar. Normalmente é preciso retroceder analisando seus próprios defeitos e limitações, para logo em seguida, tentar superá-lo.
Adicionalmente, o fator psicológico tem tal influência que a falta de calma, de auto confiança ou stress podem impedir que um escalador conclua uma via que já tenha escalado diversas vezes.

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3.2 Benefícios

Ao praticar a escalada, nota-se uma considerável melhora na resistência e tônus muscular de todo o corpo, sem um aumento sensível em sua massa (observar que quanto maior o peso corporal maior devera ser o esforço empregado para escalar). Um grande senso de equilíbrio, controle motor e alongamento também são desenvolvidos.
Adicionalmente, a escalada molda um espirito de superação muito importante, pois os limites pessoais são freqüentemente alcançados e somente ao reconhecer e superar as próprias deficiências é que o escalador conseguirá progredir. Consequentemente, calcado nessa experiência e capacitado de evoluir cria-se um sentimento de autoconfiança e independência que se estende além do campo esportivo.
Conforme mencionado, a prática desse esporte é feita em duplas e uma vez que o sentimento de confiança mútua é muito importante para o trabalho em equipe, desenvolve-se dessa forma, uma forte ligação entre os parceiros. Aprende-se a aceitar e respeitar os limites das outras pessoas bem como os próprios limites.

Apesar de ser um dos chamados “esportes de ação” a escalada requer, paradoxalmente, muita calma e paciência do escalador a fim de que ele mantenha a concentração necessária para controlar o corpo e a mente, superando os lances mais difíceis.
Um dos grandes méritos da escalada esportiva indoor, é que se trata de um esporte onde não existe confronto direto entre os atletas. Cada um busca o melhor desempenho possível e, ainda assim, sempre lhe resta a chance ou a certeza de que pode melhorar mais. Não há um clima de competição agressiva e, ao contrário, existe sim uma atmosfera de confraternização e camaradagem.

3.2.1 O mundo excursionista

Já foi dito que o alpinismo, bem como os outros esportes e atividades ligadas ao excursionismo, nos leva ao mundo exterior para que possamos viajar ao nosso interior.
Muitas vezes só quando nos deparamos com a imponência da natureza, quando nos encontramos em situações adversas, cansados, com fome e frio é que aprendemos dar um devido valor às pequenas coisas como um banho quente, ou um simples copo d’água. As sucessivas lições de humanidade nos ensinam a ser mais tolerantes, a ter mais respeito por tudo que nos cerca, a
valorizar o ser humano e, principalmente, a própria existência.



GLOSSÁRIO

Agarras: irregularidade da rocha, que servem de apoio para o alpinista pisar ou segurar durante a escalada.

Ancoragem ou Base : ponto de partida ou de chegada, após uma enfiada de corda.
Big Wall: grandes paredes rochosas.
Boulder: bloco de rocha.
Cordada: grupo de escaladores unidos por uma ou mais corda.
Cordas Fixas: após a subida de um certo trecho é afixada à parede, sendo um caminho para subir e descer mais rápido, facilitando o abastecimento da equipe.
Enfiada ou Largo: Distância entre uma ancoragem e outra.
Escalada Artificial ( aid climbing ): escalada com uso de equipamentos para ascender. Dentro deste estilo existem graus de dificuldades as diferenciam e perigos de uma via , que vão do chão do A1 ao A5. O primeiro é considerado um nível seguro , e o último, perigoso e delicado, a ponto das proteções serem consideradas duvidosas.
Escalada Livre ( free climbing ) : escalada sem uso de equipamentos para ascender. Usa- se apenas meios naturais ( fendas, agarras ) da rocha para escalar. Na escalada livre, as cordas, amarradas na cadeirinha ou baudrier e as proteções, servem apenas para salvar o escalador em caso de quedas.
Escalada Solo: escalada sem uso de equipamentos de segurança. Se o escalador cair, morre.
Estribos: escadas de fita para o escalador se levantar e colocar outra proteção, sendo usado somente em escalada artificial.
Falésia: pequenas paredes de rocha, com até 100 metros de altura.
Hard Nailing Route: escalada complexa e extremamente difícil.
Haul Bag: saco de arrasto, onde se leva o equipamento para escalada numa big wall. Confeccionado em nylon balístico, resiste a fortes abrasões das rochas.
Haul Line: corda exclusiva para puxar os haul bags.
Hexcentric, Nut e Friend : equipamentos móveis  retirados depois que se “amoldam” nas fendas) que servem de proteção.
Grampo: Olhal que é chumbado à rocha e ser de proteção fixa ( não é removido posteriormente ).

Jumar: aparelho blocante para subir pela corda , sem muito esforço.
Mosquetão : grande argola de alumínio especial , no formato de um elo de corrente , que possui um gatilho em uma das hastes que possibilita abrir e fechar. Serve para prender ou conectar os equipamentos.
Parede Negativas: paredes com mais de 90 graus de inclinação.

Paredonista ou Bigwallista: escalador de grandes paredes.
Plaquetas: equipamento de segurança para travar a corda ou descer de rapel.
Píton: prégo de cromo-molibdênio, usado para proteção nas fendas. Podem ser bem pequenos (rurp), finos (knifeblade), médios (lostarrow) , largos (angle ) e muito largo (bong).
Portaledge : rede de dormir.
Proteção : pontos fixos ou móveis na rocha, que servem de segurança ao escalador que cair.
Rapel : técnica de descida pelas cordas.
Rota ou Via : caminho da escalada, criado e “ batizado ” pelo escalador.
Pink Point: o escalador equipa e analisa a via (geralmente com corda de cima) e logo encaderna.
Top Roup: escalada livre utilizando-se da corda vinda do topo. A corda não deve ficar retesada em nenhum momento. Em verdade o Top Roup diminui sensivelmente o fator psicológico (adrenalina) no escalador.
On Sight: à vista. Via encadenada na primeira tentativa, sem pré- inspeção;
Solo: toda via feita pôr um escalador, em solitário, com ou sem segurança

Yô Yô: após uma queda, o escalador retorna ao último “No- hands rest; Sight ou Solo. Tipo Red Point, Pink Point, Top Roup, On.
Red Point: a partir dos anos 60, escaladores do mundo inteiro passaram a repetir antigas vias sob uma forma bela e revolucionária: o Free Climb!!! As vias assim realizadas recebiam um ponto vermelho. Hoje a via é previamente trabalhada e depois o escalador encadena realizando todos os movimentos guiando, sem quedas e sem pontos de apoio.
Flash On Sight: rota encadenada à vista, sem pré- inspeção e sem ter observados tentativas de;
Aid-rest: descansar num grampo no meio de uma sequência. Passagens assim são classificadas como artificiais;
No-Hands rest: literalmente ponto de parada sem às mãos. Seriam os pontos naturais de parada na rocha, tais como platôs, lacas, buracos, etc ...,

Hang Dog: com corda de cima, o escalador trabalha os movimentos na intenção de encadenar a via posteriormente num estilo aprimorado;
Via: é a rota seguida para escalar uma rocha ou montanha; nem sempre a mais fácil e óbvia está disponível;



4 de fevereiro de 2012

DICAS DE AVENTURA - Local de Escalada: ITACOLOMI E PUDIM - Gravataí-RS


Itacolomi (foto JOTA) 
Pudim (foto JOTA)
Berço da escalada gaúcha, o Pico do Itacolomi foi por muitos anos o principal campo-escola de várias gerações de escaladores. Atualmente, o local ainda é um dos points preferidos de muitos escaladores devido à qualidade de suas vias e pelo seu valor histórico.  Por outro lado, infelizmente o Itacolomi está abandonado, problemas ecológicos e sócio-culturais ameaçam esta "pequena pedra".

COMO CHEGAR

ITACOLOMI

Automóvel: Localizado no município de Gravataí, o Itacolomi está na altura da Parada 83 da RS-020 que liga Porto Alebre a Taquara. Há duas possibilidades de acesso ao local. A primeira por uma estrada vicinal pela Parada 83 e o outro, mais fácil, pela Parada 83a.
De ônibus: Em Porto Alegre, os ônibus saem do terminal que se encontra em frente ao terminal Rui Barbosa. A empresa responsável por esta linha é a Empresa Citral que faz a linha POA - Morungava. A peregrinação dura 1h30.

PUDIM

Localizado no município de Gravataí, o Pudim está na altura da Parada 85 da RS-020 que liga POA a Taquara. Há duas possibilidades de acesso ao local. A primeira por uma estrada vicinal de difícil visualização na altura da Parada 84 (para quem vai de carro, deixa mais perto) e o outro, mais fácil, pela Parada 85 em frente à entrada do Sítio do Beto.

MELHOR ÉPOCA

Outono. No verão os marimbondos estão a mil! Na primavera o tempo fica bem chuvoso e no inverno o frio pega. Vale lembrar que o Pico do Itacolomi fica num ponto alto, por isso venta bastante no inverno.

Médias e registros mensais de 2009, Vitória. Fonte: weather.com

EQUIPO

Uma corda de 40m e 10 costuras

CAMPING

Selvagem (não recomendável). 

ÁGUA

Levar de casa 

DICAS

  • Muito cuidado com os marimbondos, eles não são nada amigáveis;
  • Leve um anorak, muitas vezes bate um vento...
  • No Itacolomi, escale pela manhã no colo e à tarde vá para o Setor Enferrujada e/ou Barbudos (Sul), assim você evita o sol. Agora, se estiver muuuito frio faça o contrário;
  • Atenção à presença de elementos estranhos, não de mole com os equipos;
  • Não se esqueça de levar água, lá no pé das vias... Sem chance;
  • Atenção redobrada com as proteções antigas;
  • Evite ir em duplas ou trio, suba sempre em grupo.

ITACOLOMI

COLO/NORTE


1 - Norte (5º)
2 - Diedro (4o)
Três enfiadas até o cume.

3 - 5a Dimensão (7c)
Após costurar a primeira proteção da via Diedro, entrar à direita. Acaba no primeiro platô.
4 - 2a enfiada da 5a dimensão (8b)
5 - Triton (8c/9a)
6 - Maldição dos moranguinhos (7b)
7 -Tomates assassinos (6c)
8 - Obi-wan Kenobi (5o)

9 - Star Way to heaven (7c)
Começa na primeira parada da Fenda das abelhas até a 3ª proteção e depois segue reto. Acaba no cume e não tem parada.

10 -Artificial da Irene (A0/7a)
11 -Fenda das abelhas (4o)
12 - Via do Coqueiro

SUL/ENFERRUJADA


1- Mestre dos Magos (8a)

2 - Fenda das Abelhas (5o)
Duas enfiadas.

3 -Star Way to heaven (7c)
Começa na primeira parada da Fenda das abelhas até a 3ª proteção e depois segue reto. Acaba no cume e não tem parada.

4 -Via do Coqueiro
Começa ao lado de um pé de coqueiro.

5 - Tcheca-alemã(5o)

6 - Pegasus (6c)

7 - Laranja mecânica (7a/A0)

Três enfiadas até o começo da via Sul.
8 - Barbudos (5o)

9 - Ameixas Radicais (6a)

10 - Nação Zumbi (8c)

Top rope

11- Gangrena (7c)
Mesma saída da Enferrujada.

12- Enferrujada (6c)

13- Via da vovó (4o)


14- Creitor (7b)
Duas enfiadas. Começa no mesmo platô da Enferrujada.

15- Ira dos Anjos (8b)
Para acessar a via, o mais fácil é descer pela base da Sul até o platô que fica abaixo.

16- Bixo Grilo (6o)
Top rope.
17- Primavera Podre (5c)
Não aparece no croqui.


PUDIM

CARA LESTE

01- Top less (5°)

02- Ao lado de Shogun (6b)

03- Na luta com Shangô (6c)

04- Tecnart (6a)

A via está localizada bem à esquerda da Na luta com Shangô. O primeiro grampo está a uns 4m do chão.

05- ?
Móvel

06- O troço (9b)
O acesso à base se dá subindo um platô bem evidente.

07- A coisa (9a)

O acesso à base se dá subindo um platô bem evidente.

08- ? (6a)

Três enfiadas.
09- Macaco bebeu e não leu (6c/7a)

10- Não passarás (7a)

Começa na parte superior da caverninha.

11- ? (6b)

12- No ringue com Shug Lee (8a)

13- Assim falava Zaratrussas (7b)

14- Ode ao Gonzo (7a)

15- Filhote de Moso (9c)

Via isolada que fica à esquerda (50m) do setor Caverninha.

CARA OESTE

01- Entre tapas e dedos (8b?)
Após a retirada de um bloco da base, a via não teve mais repetições.

02- Reduto dos Deuses (8a)

03- Chuva de Cobra (7a)

04-RPP (?)
05- ? (7a)
Atualmente é feita em top rope.

06- Vaca Láctica (8a)
Entrar com a primeira protegida.

07- ? (7a)

08- Temores de Dolores (8b)


CRÉDITOS DESTA MATÉRIA PARA NAOKI ARIMA - Escalador, geólogo e fotógrafo. (http://www.naokiarima.com/aboutme.html)

17 de janeiro de 2012

CÂNION DO ITAIMBEZINHO, Travessia de cânion, em Novembro de 2011.

 
 
 
 

O Vértice
 
 
 
 
 
Cachoeira das Andorinhas
 
 
 
Mirante do cotovelo
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Início da caminhada

Amigo Magno

Amigo Marcelo


Rapel